sexta-feira, 3 de julho de 2015

Alô Bebê: são péssimas a gestão de pessoas e a política no pós-venda!


Como gerir mal pessoas!!! Empresas, nunca tratem seus clientes assim!!! Junto (ao lado de) com seus funcionários, eles são o que a sua empresa tem de mais precioso!!!
O gerente, em um comércio (como é esse caso), é aquele que geri, gerencia, não somente a loja e seus funcionários, mas também, a interlocução entre a política da loja, o funcionário e o cliente. Ele é o responsável pela saúde desta relação. Para ele se relacionar bem, tanto com seus funcionários, como com seus clientes, ele precisa entender de pessoas, e para entender de pessoas, ele precisa saber gerir pessoas... (Iuri Barros de Freitas, estuda Gestão Estratégica de Pessoas e Organizações Sustentáveis - MBA na FUNDACE/USP)


"Faço questão de fazer este post, porque acredito que empresas que não respeitam o consumidor devem SIM ser expostas e criticadas! Sou cliente na Alô Bebê desde a inauguração aqui em Ribeirão Preto e sempre fui muito bem atendida pelas vendedoras, mas na primeira vez que precisei de um atendimento diferenciado me deparei com um enorme despreparo de suas funcionárias responsáveis! Um vestido da minha filha, com duas cores, foi lavado a mão, separadamente e manchou! A tinta da saia manchou o corpo do vestido! Qualquer pessoa com o mínimo de experiência no comércio de roupas veria que a mancha é de fato da tinta do próprio vestido e, prezando a satisfação do cliente e a reputação da loja, trocaria a peça na hora, mas não, a pessoa q me atendeu enviou uma solicitação ao departamento responsável por trocas da loja (Ok! Procedimentos...) e me deu um prazo de (riam!) 30 dias para a resposta se a troca seria liberada ou não! Enfim, depois de uns 20 dias recebo a ligação da loja com a resposta: a troca NÃO foi liberada! Simplesmente o vestido não foi para análise, o departamento que autoriza ou não a troca faz sua análise subjetivamente! E, ainda, a pessoa que me telefonou respondeu com desdém quando disse que não achava certo "se você quiser liga no SAC"! É muita falta de respeito, muito despreparo, falta de autonomia e iniciativa do gerente! Pode ter sido um simples vestido, posso ser somente mais uma cliente, me perder como cliente pode não fazer a mínima falta pra eles, mas, ainda assim, segue meu sentimento de indignação."

Christiane Marques Barros de Freitas

segunda-feira, 29 de junho de 2015

África do Sul, que país é esse?


Fui à África do Sul. Quando alguém pensa sobre a África, as primeiras imagens são selva, animais ferozes, conflito, miséria! A África do Sul é totalmente diferente! Vi uma parte da Europa dentro da África. Fiquei surpreso e encantado por onde passei. Muito lindo, planejado, organizado, disciplinado - coisa de inglês!

Depois de percorrer mais de 1.500km de carro, notei quão belo e ordenado é aquele país. Pela primeira vez vi uma cidade mais bonita que o Rio de Janeiro; a Cidade do Cabo, com seus 4.8 milhões de habitantes, além de deslumbrante é toda estruturada! As cidades do interior são bonitas e agradáveis, sobretudo quando o turista percorre e se hospeda na rota dos vinhos; Cape Winelands proporciona uma experiência agradabilíssima ao turista!

Hospedar-me no coração da selva e andar num “Jipe” aberto no meio das feras foi a mais “louca aventura” da minha vida! Caminhar em uma pequena reserva com cinco mil macacos soltos, e pegar num elefante de 3m, é muito complicado! Ver sua filha pular 216m, no bungee jump, da maior ponte do mundo, é de arrepiar os cabelos! Atravessar um rio 12 vezes, num vaivém, em uma tirolesa, é de lascar! Já viajei por este mundão de meu Deus muitas vezes, mas nunca admirei, diverti-me e vivi tantas emoções como naqueles 15 dias! Inesquecíveis! Além do mais, “ainda” é um país barato.

Em 1488, o português Bartolomeu Dias, cruza o Cabo da Boa Esperança no Sul da África. Em 1652, a Companhia Holandesa das Índias inicia a colonização da África do Sul, na Cidade do Cabo. Em 1806, a Inglaterra invade a África do Sul e expulsa os franceses, que tinham expulsados os holandeses. A partir daí, a colonização europeia expandiu-se com os bôeres - origens holandesa, flamenga, francesa e alemã. Em 1918, nasce Nelson Mandela. Em 1931, após muitos conflitos, guerras, segregação, a África do Sul torna-se independente do Reino Unido.

Em 1948, o Partido Nacional (dos brancos), chega ao poder reforçando a segregação racial, iniciada desde o domínio holandês. Começa aí o que ficou conhecido mundialmente como “apartheid”! Os brancos beneficiam-se do poder, riqueza, enquanto a maioria dos negros (70%) não tem direito a quase nada.

Depois de anos de luta em defesa dos Direitos Humanos na África, Nelson Mandela é preso em 1964. Solto em 1991, Mandela torna-se um dos maiores líderes e sábio do século XX. Extraiu da dor e sofrimento a sabedoria de como viver em paz com todos! Com o presidente Frederik de Klerk divide o Nobel da Paz, em 1993. Em 1994, é eleito presidente do seu país pelo partido dos negros, CNA – Congresso Nacional Africano. Em 2013, morre Nelson Mandela - a África chora, o mundo entristece!

Brasil e África do Sul têm semelhanças. O Brasil libertou-se do regime militar há 30 anos, e a África do Sul do apartheid há 22 anos. É lamentável que as jovens democracias foram entregues a inexperientes, incompetentes e corruptos governantes. Assim como o Brasil sofre com o caos econômico, o desemprego, insegurança, a África também já iniciou essa derrocada, porque o atual presidente, Jacob Zuma, reeleito em 2014, chantageia a população ameaçando o retorno do apartheid com manobras populista e corrupta.  

“A única arma para melhorar o planeta é a educação com ética. Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor, origem ou por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se aprendem a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”! Comungo com esta fala do líder do século, Nelson Mandela. 
 
Sérgio Belleza é administrador, empresário, consultor e autor dos livros, Caminhado com Walkyria e Ascensão e Queda de um Império Econômico.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Aposentadoria para quem for morrer




Foi preciso ser eleita uma presidente de esquerda e petista para os trabalhadores perderem uma velha conquista, a da aposentadoria, um pesadelo que se junta aos absurdos de um governo dito social.


A pretexto de poder haver, no futuro, um rombo na caixa das pensões, a Medida Provisória da presidente Dilma cria uma idade mínima para homens e mulheres se aposentarem, aumentada a cada dois anos, que fará os trabalhadores brasileiros se igualarem ou mesmo ultrapassarem a idade de aposentadoria dos europeus.


Só que a grande maioria dos brasileiros não tem a mesma esperança de vida dos europeus. Essa reforma irá prejudicar ainda mais as mulheres – outro absurdo, pois a presidente é mulher – com trabalhos mal pagos e precários e nem sempre registrados. Em outras palavras, depois de tantos anos de uma aparente liberalidade na aposentadoria, mas da qual se beneficiava o segmento pobre da população, aproveitando para ter um outro emprego ou outra atividade, a atual reforma dará a aposentadoria a idosos precoces e doentes perto da morte.


O resultado dessas últimas medidas do governo Dilma será dramático: em alguns anos, todos os incentivos lulistas que tiraram 30 milhões de brasileiros da miséria e os lançaram no consumismo (sem criar as bases estruturais para garantir essas medidas favoráveis à diminuição da desigualdade social) serão anulados. O desemprego começa a aumentar no país e as restrições e limitações aos direitos trabalhistas – que ninguém antes se atreveria a mexer – irão logo se refletir no retorno da desigualdade social.


O pior de tudo é ver tudo isso acontecendo diante do imobilismo de uma esquerda anestesiada e narcotizada, por ter sido construída em cima do personalismo de Lula e de um partido sem expressão ideológica junto ao povo. A cada semana, o governo neoliberal fantasiado de esquerda destrói pedaço por pedaço a herança de tantos anos de luta política e sindical.


Se depois de doze anos de governos ditos sociais, a presidente Dilma descobriu estar tudo errado e ser preciso cortar despesas e benefícios, não é nos mais pobres e mais fracos o lugar para se aplicar a tesoura. Se estão faltando recursos, vamos tirar de quem tem demais e para quem não fará falta.


O economista francês Thomas Pikety num encontro em São Paulo, com empresários, se confessou surpreso com a falta de uma legislação brasileira taxando as grandes fortunas e as sucessões. Ora, bastaria a contribuição tributária dos afortunados para reequilibrar nossas contas.


Fora isso, e não se trata de nenhuma medida bolivariana, mas bem americana, o governo deveria negociar – como fazem os Estados Unidos – acordos bilaterais com a Suíça e outros paraísos fiscais, impedindo a existência de contas secretas de brasileiros no Exterior. O grande denunciador das contas secretas suíças, o suíço Jean Ziegler, afirmava, nos anos noventa do século passado, haver mais de 130 bilhões de dólares de brasileiros escondidos na Suíça.


Foi feito algum esforço pelo governo e parlamentares da esquerda brasileira para se recuperar esse pacote? Alguém propôs um projeto de lei ou Medida Provisória taxando as fortunas e as sucessões?


Não, mas se limitou o direito das esposas à aposentadoria no caso de morte do marido; se limitou o seguro desemprego para se evitar abusos. Economizam-se algumas misérias com essas medidas antissociais e onde estão os líderes do PT e os líderes sindicais? Onde estão os blogueiros, que não suportam críticas ao governo, pelo jeito facilmente domesticáveis, engolindo a neoliberalização do governo, sem sair em defesa do povo?


Porque com a inflação e com os cortes nas esmolas distribuídas, logo estaremos em plena crise social e será difícil de convencer os eleitores, enganados nas últimas eleições, a votarem em candidatos da chamada esquerda. 

Rui Martins, do Direto da Redação

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O pai do Pelé






Fui provocado pela notícia de que um jornalista famoso procura por histórias do pai do Pelé.

De histórias, o filho é recordista, mas o pai também merece muitos encômios, na forma de lembranças.

Resolvi, então, contar um episódio que se passou há mais de meio século e, acredito, sou o único vivo que presenciou.

Foi em agosto de 1961, quando eu tinha sete anos.

Seu Dondinho trabalhava no Centro de Saúde de Bauru, juntamente com meu pai, dentista. Se não me engano, ele era motorista da entidade pública. Por isso, nos conhecíamos e eu encontrava-o às vezes.

Eu morava na Rua Alfredo Ruiz, n.º 3-47, e ele morava próximo, na Rua 7 de Setembro, em uma casa que hoje está praticamente em ruínas, mas deveria ter sido transformada em museu do Rei do Futebol, trazendo vantagens turísticas para a cidade. Lamentavelmente, não houve dirigente público com essa visão.

Seu Dondinho costumava passar em frente a minha casa, para ir ao Bar do Seu Justino, que ficava na esquina, no lado oposto e no quarteirão de baixo. Sempre elegante, preferia camisas azuis claros, se minha memória não falha. Ou terno branco, com chapéu também branco.

Quando o via, atravessava a rua correndo e pedia: - Seu Dondinho, quando é que eu vou conhecer o Pelé?

Ele sempre se dirigia a mim e a outras crianças com um sorriso carinhoso e palavras de esperança, prometendo que atenderia, quando fosse possível. Como se dizia na época, era um “gentleman”!

Muitas vezes, quando estava no bar com seus amigos, eu levava uma folha de papel, para fazer o famoso bolão, no valor de um cruzeiro, do próximo jogo do Noroeste, o time da cidade no Campeonato Paulista.

Todos eles davam palpites absurdos, com resultados de 8X7, 9X9, 11x4, para se divertirem comigo. Na inocência de criança, quando ninguém acertava, eu devolvia o dinheiro para cada um, em vez de fazer o papel de banca de jogo e ficar com o dinheiro. Eles riam e me mandavam entregar o dinheiro para o Seu Justino, que sempre me retribuía com um refrigerante de guaraná.

Naquele mês, quando soube que o time do Santos iria jogar no domingo contra o Noroeste, fiquei ansioso por apresentar o bolão ao seu Dondinho. E ele cravou 7X1 para o time do seu filho, justificando: - Desta vez, eu aposto contra o Noroeste, claro! Eu assisti ao jogo e o placar foi exatamente esse, com quatro gols do Atleta do Século.

Na segunda-feira, após uma vigília no portão de casa, corri para entregar o dinheiro a ele, que não aceitou, dizendo que havia jogado para mim.

E os seus amigos adoraram zoar: - Que isso, Dondinho? Mandar o filho fazer quatro gols, só para ganhar o bolão do Serginho? Vamos denunciar na Federação!!!

Mas isso aconteceu um ano depois de ele ter cumprido sua promessa.

Em abril do ano anterior, ele havia dito para meu pai me levar à sua casa, pois o Pelé havia tido uma permissão para resolver problemas pessoais em Bauru e, no dia seguinte, jogaria contra o Botafogo do Rio, no Maracanã.

No encontro, ele disse que faria um gol para mim.

No dia seguinte, eu e meu pai grudamos no aparelho mais importante da casa, para ouvir o jogo pela Rádio Nacional. Em entrevista antes do jogo, o Pelé confirmou que havia prometido fazer um gol para um garotinho de Bauru.

Meu pai vibrava mais do que eu!

Eu adormeci logo depois, mas, na manhã seguinte, corri para perguntar ao velho sobre o resultado do jogo e sobre meu prometido gol.

Meu pai me informou que o jogo havia sido 3X0 para o Botafogo!

E concluiu, bem-humorado: - Tu seca até o Pelé, heim?

Foi quando eu aprendi que há coisas que só acontecem para o Botafogo do Rio. Ou para quem joga ou torce contra ele! 

Sérgio Antunes de Freitas

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Meias Cretinas


 

Quando criança, ouvi pela primeira vez o ditado: “Toda a sabedoria do mundo não vale mais que um par de botas” - e imaginei esses calçados como bichos inteligentes.


Com o mesmo raciocínio infantil, sempre imaginei que as meias são animais cretinos. Mais que as ariranhas ou os macacos!


Essa ideia não me sai da cabeça e há explicações para o aparente absurdo da animada definição.


Meias são bichos que gostam de andar “de parzinhos” e a gente acaba confiando nessa relação de companheirismo. Porém, quando estamos com um par delas em um casamento, em uma reunião social exigente de elegância ou mesmo no trabalho, um dos pés costuma mudar de cor. Olha o nosso vexame!

Pior é que essas rainhas da falsidade escondem seus defeitos físicos e de caráter!


Quando vamos comprar sapatos ou vamos em outro lugar nos quais precisamos tira-los, nesse momento, olhamos para baixo e vemos que uma das meias apareceu com um buraco na ponta. Ela se auto imola, só para nos fazer passar a vergonha.


E veja lá o dedão olhando pra cima com cara de paisagem!


As atrevidas ainda conseguem comparsas facilmente!


Quando tiramos os sapatos no trabalho, apenas para descansar os pés, sempre aparece um colega, do tipo “oreia”, para esconde-los.


E justamente quando ele vai ao banheiro, sem chance de nos dizer onde é o esconderijo, o diretor nos chama com urgência. E lá vamos nós sem sapatos, pensando na justificativa.


(Vamos brincar de “preencha com a palavra adequada”.)


- Meu Diretor, me desculpe pela descompostura, isso porque aquele (palavrão aceito socialmente, mas que reflete toda a raiva do mundo) do (nome do inominável) escondeu meus sapatos.


O Diretor olha para baixo, dá uma risadinha compreensiva e comenta: - É! Nossos salários estão muito baixos!


Então, nós também olhamos para baixo e vemos que o dedão está pra fora do buraco, concordando com o diretor.


Há casos também em que, no meio da tarde, bate um sentimento de que estamos manquitolas, sem sentir dor nenhuma. Aí, percebemos que calçamos meias de mesmas cores, mas uma de cano longo, com punhos bordados, e outra de cano curto e sem punhos.


Contudo, é bom salientar, essas vestimentas também tem seu lado melancólico! Quando some seu pé companheiro, ficam tristes, amuadas, solitárias no canto da gaveta, até que seu par volte feliz ao seu encontro. Às vezes, por conta dessa viuvez, aceitam empregos menos nobres, como coador de café em república de estudantes. Nunca mais mudarão de cor!


E o problema da cor é sério mesmo! Muitas vezes, de manhã, quando pegamos um bolinho delas, vemos que os pés são de raças distintas. Ainda com sono ou em ambiente mais escuro, não conseguimos discernir a cor ou o tipo. E vem as dúvidas... É preta? É azul escura? É cinza? Tem punho? Está furada? É o mesmo bordado? Estão do avesso? Dá pra ir sem meias?


É o caos matinal!


Entretanto, como dizem os grandes filósofos, quando você não tem mais esperanças, sempre aparece uma luz para retirá-lo das trevas.


Adquiri um exemplar do livro “Mil dicas para resolver problemas de vestuário”, da Editora Tabajara. Seguindo a sugestão apresentada, vou comprar um monte de pares de meias pretas, de mesmo tipo, sem bordados, sem punhos, sem nada, e descartar todas as outras, cinzas claras, cinzas escuras, bordôs, cafés, marrom claras, marrom escuras, pretas de cano alto, pretas de cano baixo. Ficarei só com as brancas, para usar com tênis.



Pronto! “Meus pobrema se acabaram-se!”



E se alguém me der meias de presente de aniversário, já sabe, vão pro lixo, sem dó nem piedade!



Ah! Dá livro, uísque escocês, passagem pra Europa... Tanta coisa!

Sérgio Antunes de Freitas