domingo, 3 de junho de 2012

Sentimento de namoro interrompido



Há pedidos que não precisam ser feitos, mas, se forem, serão atendidos da mesma forma.
Foi o caso do rogo de minha filha, para eu assistir à cerimônia na qual ela receberia a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil.
Como eu não iria, se isso é o coroamento de tantos anos de devoção? A minha, de tê-la educado. A dela, de ter estudado com aplicação.
Se eu comparasse com a torcida pelo time do coração, e nessa história também houve muita torcida, como eu iria desligar a televisão justamente na hora dos jogadores receberem a taça de campeão e darem a volta olímpica?
Já estava tudo acertado, contudo, no dia anterior, ela ainda lembrou: - Pai, é amanhã, às onze horas, no auditório. Não esquece!
Ainda complementou: - Eu vou cedinho para o trabalho e, de lá, vou para a OAB, lá pelas dez horas, pois devo chegar mais cedo, a pedido dos organizadores.
Tudo combinado. Havia apenas um problema, eu estava sem carro.
Ora, depois de tantos investimentos durante toda uma vida para obter esse laurel, o que é pagar um táxi, mesmo obrigado a atravessar praticamente toda a cidade?
Havia também o problema de tempo, mas esse eu equacionei, pedindo a dispensa do trabalho pela manhã.
E já que não iria trabalhar, levantei da cama um pouco mais tarde.
Tomei um banho e um café demorados, me lembrando dos detalhes da infância da minha advogada, dos momentos que trazem saudades quase insuportáveis.
O orgulho de ver uma filha formada é indescritível e a comoção ameaçava ficar incontrolável.
Como diz um amigo, com o avanço da idade, a gente se emociona até ao assistir propaganda de margarina.
Voltei um pouco à normalidade, quando vi meu filho em casa naquela hora, sem razão para isso. Ele me explicou que, devido à greve de professores na faculdade, ficaria em casa pela manhã. Embora ele apoie a greve, não havia programação prevista para o dia.
Ótimo! Assim, aproveitei o carro dele para ir à cerimônia.
No horário planejado, coloquei o melhor de meus poucos ternos. Escolhi a gravata que julgo a mais bonita, Conferi se os sapatos estavam bem engraxados e as meias combinando com o conjunto.
Eu não sou vaidoso, mas me olhei umas dez vezes ao espelho, para ver se eu estava realmente vestido como pai feliz.
Opa! Faltava o perfume. Só podia ser aquele que mais gosto, o mais caro, que usei sem parcimônia.
Pronto! Eu estava bonito e cheiroso como filho de barbeiro.
Às dez horas, saí pelas ruas, em velocidade normal, curtindo a manhã, a vida, a vitória de minha filha. Tudo brilhava!
Eu não sabia ao certo onde era o prédio a que me dirigia, mas, pelo endereço, acertaria, como acertei. Meia hora depois, eu estava em sua frente.
Entretanto, ainda havia um pequeno problema: onde estacionar? Todas as vagas estavam ocupadas muito antes do local.
De repente, do lado oposto à porta da entidade, começou a sair um carro. Que dia de sorte!
Isso nunca aconteceu comigo, pelo que me lembro. A vida é muito bela, pensei em êxtase.
Parei um pouco antes do veículo que saía, dando sinal de seta, para garantir meu acesso à vaga.
Na demora dos procedimentos do outro condutor, meu telefone tocou e eu nem tive dúvida em atender, embora, teoricamente, estivesse dirigindo, o que torna o ato irregular.
Era a minha querida filhinha do coração, comunicando: - Pai, nem sai de casa, por que eu errei o dia da cerimônia.

Sérgio Antunes de Freitas

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Festa de São João



Existem algumas explicações para uma festa tão envolvente, sobretudo na Bahia, chamada São João ou festa junina. A melhor seria a homenagem dos católicos ao santo, São João; originária da Europa e posteriormente trazida pelos portugueses ao Brasil, ainda no período colonial. Nesta mistura de cultura, consolidou-se a tradição nas danças, quadrilhas, fogos, concurso de balões, bebidas como licor e quentão, comidas, a canjica, amendoim, pamonha, milho cozido, e, especialmente, nas queimas das fogueiras, na noite de 24 de junho. 
Nas diversas regiões do País, com o passar do tempo, as formas, gingados, musicalidade, foram tomando características particulares. Hoje, na Bahia, além do forró, o axé e a música sertaneja também passou a ser uma exigência na cidade que quer se destacar nas festas juninas. Além da descontração, alegria, as festas representam um importante momento econômico para a cidade, pois, a chegada de muitos visitantes, inclusive de outros estados e países, movimentam todo comércio, gerando riqueza para toda cidade e região. Mas vamos à festa.
“Quando eu era criança falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança”. O que podemos compreender do livro de Coríntios neste versículo tão belo?
Quando me recordo dos tempos de meninice em Jaguaquara, muitas vezes as lágrimas encheram-me os olhos, e o coração saudoso tornou-se impossível de controlar! Com a face desconsolada e com os olhos fixos no interminável, deixava o pensamento navegar à deriva na contemplação de um passado memorável. Jaguaquara – jaguar é onça e quara é toca - desta junção brotou toda a felicidade de um povo chamado “alegria”.
A verdade é que o passado escrito nos livros da vida serviu para formar um presente saudável, consistente, amoroso, vitorioso, cheio de fé, esperança e amor. Hoje não choro mais, o saudosismo ficou e apenas vibro com tudo e todos, pois não existem lembranças tristes, só recordações inesquecíveis de um passado que não volta mais.
São João, pós-Carnaval, baianos, especialmente, os jaguaquarenses entram em erupção e o sossego de cada um tem fim! Os Amigos da Toca, entidade formada por filhos e amigos de Jaguaquara, agitam-se, e, feitos loucos e bobos, iniciam uma procura sem-fim: todos querendo saber de todos e que dia vão para a grande festa!
No ano passado, na Toca, comecei a ver o que há muito já não via! Vi muito sorriso, jovialidade e a amabilidade confundia-se com a satisfação de estarem ali naquele instante. A cidade toda arrumada, enfeitada, com ar de ‘se achegue’, de seja bem-vindo. Vi minha gente querida, muitos conhecidos esquecidos e tanta gente que nunca vi.
Durante o dia, a descontração e alegria fazem do cidadão e visitantes uma comunidade só. Disputa de quadrilhas, brincadeiras das mais variadas, bares, botecos, residências são paradas obrigatórias para quem quer se divertir e ser mais feliz!
À noite, a cidade pegar fogo, bandas da Bahia e do nordeste invadem a cidade. Porém, a mais marcante de todas as festividades é o Arrastão. De casa em casa, pessoas entram e sai cantando, bebendo e comendo tudo que encontram.
De tudo se viu, e viu-se de tudo, no entanto, o que mais se viu, foi que cada amigo, ou Amigo da Toca, carrega dentro de si um coração infantil, coração de criança e, através da sua energia, pôde-se notar o quanto são artistas, principalmente, artistas na arte da alegria e da felicidade, por isso mesmo que é fácil compreender porque existem “momentos inesquecíveis e pessoas incomparáveis”.
VIVA O SÃO JOÃO.
Sérgio Belleza

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Barretos dá exemplo de como se fazer democracia e política nos dias de hoje



Neste mês de maio, em um grupo chamado “Barretos que ninguém vê”, criado na Facebook, aconteceu uma discussão gerada por um questionamento, feito pelo munícipe, barretense, Elidio Carlos Oliveira, sobre um episódio ocorrido na Câmara dos vereadores da cidade de Barretos, que fica no estado de São Paulo, onde o vereador, Kiko Miziara, ofende seu companheiro de legislatura, Aparecido Cipriano e, um munícipe, conhecido como Ortega, teria proferido palavrões contra o presidente da Câmara, o que ocasionou o fim da transmissão ao vivo pela TV. Vários cidadãos barretenses, através do grupo, questionaram o presidente do Poder legislativo municipal. Juninho Leite, que também é membro do grupo, e vários outros vereadores, sabedores do poder que uma pergunta sem resposta tem, apressaram-se a dar esclarecimentos a população. Inclusive com a criação de uma comissão para investigar o fato ocorrido.
Muitos na Academia (se não for a maioria) defendem que a internet é algo que não tem muita influência no cotidiano da população, que uma pequena parte tem acesso (não é bem assim, já existem espaços públicos onde o uso da internet não é cobrado, e a tendência é que estes espaços se multipliquem, além do fato de a população mais humilde já ter acesso aos smartphones,  que possibilitam o acesso a rede), que quem se expressa na internet não fala para muitos, etc.
Além de não concordar com os críticos da rede, cito como exemplo o próprio grupo criado na cidade de Barretos. Este espaço, idealizado para discussões referentes a cidade, não só cobra e fiscaliza os agentes públicos, como também gera uma repercussão positiva no seio da sociedade barretense. Antes de tal ferramenta, a população ficava na dependência de que jornais, que na maioria das vezes são ligados a um grupo político, lhes informassem o que estava acontecendo no município. Geralmente, por interesses políticos, nem sempre a notícia chegava à população de uma forma verídica, isso quando chegava... Em um espaço como os grupos “Barretos que ninguém vê” ou “Boca Nervóza”, as informações chegam e os dois lados, ou os vários lados da história, debatem o que realmente aconteceu. Esse fato quebra o paradigma defendido por Althusser de que todos os meios de comunicação servem "de aparelhos ideológicos do Estado”. Não tem como manipular a informação em um espaço como esse. Todos os lados envolvidos no fato podem se pronunciar, evitando assim, a manipulação da informação como defende Altusser. O mesmo ocorre com a teoria de Bordieu, que em seu livro, “Sobre a televisão”, defende que os grandes meios de comunicação detêm o “monopólio real sobre os instrumentos de produção e de difusão em grande escala da informação e, através desses instrumentos, sobre o acesso dos simples cidadãos, mas também dos outros produtores culturais, cientistas, artistas, escritores, ao que se chama, por vezes, de ‘espaço público’, isto é, à grande difusão.” Esse ponto de vista é aceito quando falamos dos meios de comunicação antigos (rádio, TV, jornais, revistas), mas não temos como transportar tal teoria para um meio que, ao mesmo tempo em que é de massa (quando um fato atinge várias pessoas, de várias classes sociais, como, por exemplo, a música “ai se eu te pego”), é, também, fragmentado e segmentado (as pessoas, quando entram na internet, não entram todos no mesmo lugar, e sim, naqueles lugares onde seus interesses se encaixam). Um exemplo claro de que a manipulação da informação passa a ser inexistente ou desmascarada com facilidade, é o próprio grupo “Barretos que ninguém vê”. Os jornais da cidade, cada um deles, noticiou o fato narrado no começo do artigo de forma diferente, por interesses políticos diferentes. E no grupo, foi noticiado o que ocorreu verdadeiramente, pois os dois lados se pronunciaram em situação de igualdade, coisa que não ocorreria nos meios, de comunicação, tradicionais.
Por isso, o fato descrito aqui e ocorrido na cidade de Barretos é um exemplo de que com a internet, as pessoas, podem sim ter acesso a uma informação que não seja manipulada e direcionada.
Fica aqui os meus parabéns aos membros dos dois grupos por proporcionarem aos cidadãos de Barretos um espaço onde eles possam, através das informações ali contidas, formarem sua própria opinião sem serem influenciados por só um dos lados da história.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Jovem nua se refugia na Suécia



Berna (Suiça) - Vocês se lembram da jovem egípcia que, em plena primavera árabe no Egito, tirou a roupa e ficou nua em nome da liberdade ? (coluna 13 de dezembro)
« Eu reivindico minha liberdade sexual, o direito de não me casar, meu ateismo. As mulheres devem poder viver sua vida como bem entendem », dizia ela.
Era dezembro, e a primavera árabe, seguindo o calendário,  estava virando inverno, pois a revolta juvenil estava mudando de dono. Os jovens com sua revolta, iniciada na praça Tahir, tinham derrubado Mubárak, mas não eram eles quem iam decidir o futuro. A praça foi pouco a pouco tomada por outros jovens, barbudos, partidários de outro tipo de revolução – queriam o retorno aos princípios religiosos do Profeta e que se voltasse a aplicar como lei, no Egito, a chariá.
Aliaa Magda Elmahdy percebeu que sua foto de protesto nua, publicada no seu blog mas distribuída por todo mundo pela imprensa, ia lhe sair caro. Mesmo os homens jovens, que com ela protestavam na praça Tahir, não aprovavam seu gesto, mostrando que a intolerância penetra profundo e que a visão machista da mulher não se podia mudar em algumas semanas.
E mesmo as próprias feministas egípcias condenavam o gesto da jovem Aliaa. « Ela nos dá vergonha, disseram. Não é mostrando o sexo e os seios que vai avançar a causa feminina ». Em síntese, mesmo para os revolucionários e para as feministas Aliaa era uma pessoa incômoda. Não faltava muito para deixarem os islamitas aplicarem a pena devida a esse tipo de comportamente – a morte a pedradas ou lapidação.
Aliaa se eclipsou e se escondeu no apartamento de seu namorado, na periferia do Cairo. Mas mesmo ali, sua maneira livre de ser, vivendo com alguém sem ter se casado como manda o Corão, já  começavam a lhe causar problemas.
Felizmente, um grupo de mulheres suecas convidou Aliaa para participar de uma manifestação, em Estocolmo, dentro da Jornada Internacional da Mulher, no mês de março. Era a única chance de escapar de um processo, tão logo algum praticamente islamita localizasse a jovem nua das fotos.
E hoje Aliaa – segundo reportagem exclusiva publicada pela revista semanal suíça L´Hebdo – vive numa pequena cidade sueca, mas ainda traumatizada e temendo ser assassinada na própria Suécia, onde vive uma enorme comunidade islamita fundamentalista.
Nesse meio tempo, houve o primeiro turno das eleições presidenciais no Egito pós-primavera árabe. Dois candidatos se qualificaram para o segundo turno – o representante dos Irmãos Muçulmanos que, embora prometa ser moderado, irá instaurar a lei corânica da chariá; e um sobrevivente do regime de Mubárak.
Nas duas hipóteses, a primavera árabe foi usurpada e seus participantes não terão parte na recontrução do Egito. E o mais provável é o Egito sair do regime laico para se tornar mais uma república teocrática islamita.
As grandes perdedoras serão as mulheres que voltarão a ser propriedade de seus pais e maridos, obrigadas a usar o véu, cobrindo a cabeça e parte do rosto ou, no caso, de ascenção dos fundamentalistas, será a burca,  a touca que cobre toda a cabeça, deixando apenas os orifícios para os olhos e a respiração.
O panarabismo, laico e mesmo socialista, está longe. A união dos árabes vem sendo feita pelos religiosos do islamismo integrista que exigem o retorno às regras literais do Corão, um rígido código moral que, repetindo a Idade Média cristã, também enquadra, limita e dita suas leis à ciência.
Tudo começou quando Bush destruiu o Iraque laico, cujo ditador Sadam Hussein servia de muralha ao avanço do islamismo. A queda de outro ditador, Kadafi, na Líbia, rompeu a muralha erguida no Magreb. Duas guerras dignas de aprendizes de feiticeiros que abriram a Caixa de Pandora. Difícil agora de prever o futuro.

Rui Martins, do Direto da Redação

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Uso de leds na iluminação pública



O Brasil continua atrasado em relação a outros paises no que se refere à implementação de políticas públicas na área da conservação e eficiência energética. Verificam-se perdas importantes na transmissão elétrica, relatadas por comissão especial do Tribunal de Contas da União (TCU), da ordem de 17% (enquanto na Europa e USA este valor é em torno de 5%); com o uso ineficiente dos chuveiros elétricos (atendem mais de 80% dos domicílios) que representam 7% de todo consumo nacional de eletricidade e mais de 18% do pico de demanda, e que poderiam ser trocados pelo aquecimento solar; e com motores e eletrodomésticos com baixas eficiências. Assim existe um grande potencial de economia de energia que se poderia alcançar com soluções já existentes.
O Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf) lançado pelo Ministério de Minas e Energia em outubro de 2011 (portaria 594/MME), apesar do bom diagnostico realizado da situação atual, tem metas e propostas pífias (redução de 10% no consumo total) do que se espera para um pais da importância do Brasil, dentro do contexto das mudanças climáticas, em que a cadeia produtiva da energia é a vilã e a que mais emite gases de efeito estufa.
Ainda prevalecem idéias e conceitos retrógrados do século passado, no que se refere à oferta de energia. Para os gestores públicos (e os empreiteiros, é claro) a única forma de ofertar mais energia para o país é construindo mega-hidreletricas na região Amazônica, termelétricas a combustíveis fósseis e usinas nucleares. Não se leva em conta que usando melhor e introduzindo novas tecnologias, também se pode “gerar” energia elétrica e disponibilizar no sistema elétrico nacional.
Um dos casos mais evidentes e emblemáticos da pouca visão, dos gestores reside na questão da iluminação pública. É estimado que em torno de 15% da energia elétrica produzida é consumida nesta modalidade. O PNEf prevê um potencial de redução na iluminação pública de 9% da demanda e na economia de energia, substituindo as lâmpadas menos eficientes por lâmpadas de vapor de sódio (LVS).
No Brasil, dos 15 milhões de pontos de iluminação existentes, em torno de 60% são LVS. No entanto, esta tecnologia está ultrapassada, quando comparada com os LEDs (diodos emissores de luz), que apresentam alto rendimento, mais do que o dobro da vida útil da LVS (em média 50.000 horas, porém fabricantes falam em 100.00 horas) e um baixo consumo de energia elétrica, com uma redução de até 50% menor às de vapor de sódio, proporcionando assim uma redução significativa do consumo, em particular no pico da demanda do setor elétrico.
Apesar de ainda ter um preço inicial de aquisição superior as LVS, é necessário considerar que os LEDs possuem um baixo custo de manutenção, visto que seriam substituídos a cada 12 anos (considerando o uso em média de 11 a 12 horas ao dia, com tempo de vida de 50.000 horas), e baixo consumo de energia, o que levaria ao longo de sua vida útil, a um custo menor que das LVS . Outros benefícios podem ainda ser destacados, como a não emissão de radiação ultravioleta, evitando a atração de insetos à luminária e sua degradação, contribuindo para redução dos custos da manutenção; maior resistência a impactos e vibrações e contribuição para a redução da poluição luminosa com iluminação direcionada.
Na iluminação das vias públicas, os LEDs apresentam mais uma vantagem, a reprodução das cores com mais eficiência e qualidade, o que favorece a visualização das informações apresentadas nas via públicas, tais como: sinalização de trânsito, de advertência, de localização, etc.
Devido à baixa tensão dos LEDs que trabalham com tensões e correntes contínuas, é possível a conexão às baterias eletroquímicas, dispensando o auxílio da rede elétrica. Com isso, possibilita aos atuais projetos para iluminação em vias públicas a integração de uma fonte eólica e/ou fotovoltaica aos postes de luz. Tornando possível prover iluminação aos municípios e rodovias que ainda não possuem linhas de transmissão, e mesmo aquelas que já possuem.
O estímulo à pesquisa e inovação desta fonte luminosa levou o laboratório SENDES/UFPE a desenvolver uma luminária denominada LUMISOL (www.lumisolcaa.blogspot.com.br) que reúne além da tecnologia LED, uma alimentação com eletricidade solar fotovoltaica. Este se configura como um dos muitos exemplos neste Brasil afora, de desenvolvimento de produto nacional com valor agregado, que apesar da miopia dos gestores encastelados que pouco dialogam com a academia e com os centros de pesquisa; no país, o desenvolvimento tecnológico e a inovação existem e permitem soluções viáveis, simples e com alto grau de maturidade.

Heitor Scalambrini Costa e Silvio Diniz
Soluções em Energia e Design (SENDES) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)