sexta-feira, 24 de julho de 2015

Desarmamento - Armas de fogo, culpadas pelo Brasil desamparado?


Há muitos e muitos anos, antes de o Brasil ser o Brasil do século XXI, no século XVII, com o código de lei, Ordenações Filipinas, tem início a restrição aos brasileiros relacionada ao porte de armas – válida só para as colônias de Portugal. Percebe-se que a proibição não é para proteger a vida, mas sim evitar que as colônias se emancipassem. Portanto, cerceamento da liberdade!

Em 1934, Getúlio Vargas proíbe o uso de armas de guerra por empresas privadas. Conhecido como R-105, o decreto causou sérios problemas aos brasileiros que queriam se proteger. Nota-se que nada tem a ver com a segurança pública, mas uma medida arbitrária, própria de um período de exceção ditatorial.  

Castelo Branco, em 1965, com o Decreto 55.649, endurece o controle de armas de fogo. Novamente, um estado não democrático que não visa à segurança pública, mas ao poder de reação da nação.

Em 1997, pela primeira vez um presidente eleito democraticamente, Fernando Henrique Cardoso, apelou para o discurso de reduzir o número de armas de fogo, achando que era a melhor forma de reduzir a violência contra o cidadão de bem! Abriu-se aí uma perigosa porta para o que viria pela frente!...

Em 2003, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, homologa o Estatuto do Desarmamento, Decreto 5.123/2004, proibindo a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. A “coincidência” alegada pelo governo e todos os defensores é a mesma - que o estatuto é para a segurança pública! Este decreto martelou o último prego no caixão da liberdade e da defesa dos cidadãos de bem do Brasil!

Desde o Brasil colônia até o século XX de Hitler, Stalin, Mao Tsé-Tung, Mussolini, Fidel Castro e tantos outros tiranos, que mataram mais de 200 milhões de seus compatriotas – depois de terem sido desarmadas -, o bandido-assassino ou cidadão de bem que cometem assassinato, comparados a esses déspotas, entende-se quem é a grande ameaça aos direitos do homem!  

A maior falácia desarmamentista é a tentativa de justificar que tudo é em prol da segurança pública. O desarmamento da população é típico de regimes totalitários, como o comunismo, o nazismo, o fascismo, e o socialismo! Todos os governos do mundo sabem que restrições, proibições, promulgações draconianas de armas nunca funcionam e jamais funcionarão no combate ao crime. Hipocrisia!

Estudo publicado pela Universidade de Harvard, USA, revela que países que têm mais armas tendem a ter menos crimes. Os EUA são o número um do mundo em posse de armas, mas está na 28º posição em termos de homicídios. No Reino Unido, apesar das leis rígidas contra armas, a taxa de crimes é quase quatro vezes maior que a dos EUA, apresenta a quarta maior taxa de arrombamento e invasões de residência, e é a segunda em criminalidade de toda União Europeia.

Depois de 12 anos da aprovação do Estatuto do Desarmamento no Brasil, o comércio de armas caiu mais de 90%, entretanto as mortes causadas por armas de fogo subiram mais de 350%. São mais de 60 mil homicídios por ano. Em números absolutos, o Brasil é o país onde mais se mata no mundo! Estudos mostram que o desarmamento é fator potencializador de crimes violentos.

Os “progressistas” ou reacionários desarmamentistas desejam substituir os bons costumes, ética e segurança por palavras de efeito e leis de fácil apelo. Benjamin Franklin disse que, quando todas as armas forem de propriedade do governo e dos bandidos, estes decidiriam de quem são as outras propriedades. A insegurança e o medo continuam!... 

Sérgio Belleza, administrador, empresário, consultor e autor dos livros, Caminhado com Walkyria e Ascensão e Queda de um Império Econômico.

País do político desonesto



Paródia da música do Gilberto Gil, "Sítio do Pica-Pau Amarelo ".


Marmelada de bandido,
bandidagem de malandro,
roubalheira de safados,

País do político desonesto
País do político desonesto

Honestidade ofende, 

Político até parece gente,
Nosso futuro iminente é tão “belo”,

País do político desonesto
País do político desonesto

"O povo não vale nada", 

Esse é o mantra dessa praga,
Vivemos em Pasargada, um universo paralelo,

País do político desonesto
País do político desonesto

Na "terra da putaria", 

Sem ter ideologia,
Desilusão por completo,

País do político desonesto
País do político desonesto

Iuri Barros de Freitas

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Brinquedo (Crônica baseada em fato real)



A diretora do orfanato estendeu um papel, informando: - Senhor Ranulfo, este é o termo de responsabilidade. Leia e assine. Quero apenas lembrar que a criança deverá ser devolvida amanhã, até às 19 horas, sem falta.

Ele assinou sem ler e olhou para a porta que se abria.

A diretora se dirigiu a um menino de uns cinco anos, trazido até a sala por uma assistente, e disse: - Helinho, você vai passar o fim de semana com o Senhor Ranulfo. Você quer?

O garoto não se mexeu nem disse nada e ela repetiu: - Helinho, você vai passar o fim de semana com o Senhor Ranulfo. Tudo bem?

O garoto continuou de cabeça baixa, mas quando o homem levou a mão em sua direção, ele a agarrou com firmeza.

Saíram em silêncio, após as despedidas.

No carro, Ranulfo perguntou: - Você sabe cantar alguma música?

- Não.

-Então, eu vou ensinar uma pra você. É assim: - Sapo cururu, na beira do rio...

- Essa eu sei!

- Então, eu vou ensinar as que você não sabe. Vamos cantando até o parque. Ciranda, cirandinha, você sabe?

Durante o fim de semana, o homem levou o garoto para brincar, para comprar roupas, brinquedos, lanches, e ainda teve o banho demorado, a cama quentinha, as músicas e os abraços.

No dia seguinte, às 19 horas, levou o menino, feliz com seu tênis colorido, suas roupas novas e os brinquedos, de volta ao orfanato.

E foram assim muitos outros fins de semana e feriados.

Bem maior, em uma das saídas, o garoto estava mais quieto do que de costume, entristecido. Querendo saber o que havia acontecido, o homem foi perguntado coisas, até que veio o questionamento, há muito esperado: - Por que você não me leva pra morar com você?

Ranulfo respondeu: - Eu tenho que trabalhar, viajo muito, não posso deixar você sozinho em casa durante a semana toda.

E o garoto perguntou com um pouco de revolta: - Eu não passo de um brinquedo pra você, né?

Rindo, Ranulfo respondeu: - Sabe aquele carrinho azul que você gosta? Agora, ele está lá, junto dos outros brinquedos, esperando por você para brincar. Mas você não pode ir agora, porque nós vamos ao cinema! Você é meu brinquedo, sim! E eu quero brincar com você sempre que puder, por toda a vida!

A rotina continuou, com idas a festas dos filhos de amigos do homem, a circos, a parques, a pistas de patinação, a livrarias, com revistinhas e álbuns, a eventos esportivos, a eventos culturais de música, teatro, dança.

Muitas vezes, Ranulfo recebia avisos da instituição, informando que o garoto estava doente. Quando não ia de imediato, pedia para um amigo levar remédios, dinheiro ou simplesmente dar um pouco de atenção e carinho.

Tudo entre suspeitas e maledicências de conhecidos!

Passados mais de quarenta anos, um telefonema noturno confirmou a morte de Ranulfo.

Hélio foi ao velório e ficou em vigília a noite inteira, sem dizer uma única palavra, apenas com a cabeça baixa, em profunda tristeza, tocando no corpo algumas vezes.

Na manhã seguinte, pouco antes do sepultamento, ele se despediu do amigo com um afago na cabeça, pegou seu casaco e foi se retirando do local, quando um conhecido perguntou: - Professor Hélio, o Senhor não vai ficar para o enterro?


- Não! Não posso – justificou. Já estou muito atrasado para ir ao encontro do meu brinquedo.

Sérgio Antunes de Freitas

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Alô Bebê: são péssimas a gestão de pessoas e a política no pós-venda!


Como gerir mal pessoas!!! Empresas, nunca tratem seus clientes assim!!! Junto (ao lado de) com seus funcionários, eles são o que a sua empresa tem de mais precioso!!!
O gerente, em um comércio (como é esse caso), é aquele que geri, gerencia, não somente a loja e seus funcionários, mas também, a interlocução entre a política da loja, o funcionário e o cliente. Ele é o responsável pela saúde desta relação. Para ele se relacionar bem, tanto com seus funcionários, como com seus clientes, ele precisa entender de pessoas, e para entender de pessoas, ele precisa saber gerir pessoas... (Iuri Barros de Freitas, estuda Gestão Estratégica de Pessoas e Organizações Sustentáveis - MBA na FUNDACE/USP)


"Faço questão de fazer este post, porque acredito que empresas que não respeitam o consumidor devem SIM ser expostas e criticadas! Sou cliente na Alô Bebê desde a inauguração aqui em Ribeirão Preto e sempre fui muito bem atendida pelas vendedoras, mas na primeira vez que precisei de um atendimento diferenciado me deparei com um enorme despreparo de suas funcionárias responsáveis! Um vestido da minha filha, com duas cores, foi lavado a mão, separadamente e manchou! A tinta da saia manchou o corpo do vestido! Qualquer pessoa com o mínimo de experiência no comércio de roupas veria que a mancha é de fato da tinta do próprio vestido e, prezando a satisfação do cliente e a reputação da loja, trocaria a peça na hora, mas não, a pessoa q me atendeu enviou uma solicitação ao departamento responsável por trocas da loja (Ok! Procedimentos...) e me deu um prazo de (riam!) 30 dias para a resposta se a troca seria liberada ou não! Enfim, depois de uns 20 dias recebo a ligação da loja com a resposta: a troca NÃO foi liberada! Simplesmente o vestido não foi para análise, o departamento que autoriza ou não a troca faz sua análise subjetivamente! E, ainda, a pessoa que me telefonou respondeu com desdém quando disse que não achava certo "se você quiser liga no SAC"! É muita falta de respeito, muito despreparo, falta de autonomia e iniciativa do gerente! Pode ter sido um simples vestido, posso ser somente mais uma cliente, me perder como cliente pode não fazer a mínima falta pra eles, mas, ainda assim, segue meu sentimento de indignação."

Christiane Marques Barros de Freitas

segunda-feira, 29 de junho de 2015

África do Sul, que país é esse?


Fui à África do Sul. Quando alguém pensa sobre a África, as primeiras imagens são selva, animais ferozes, conflito, miséria! A África do Sul é totalmente diferente! Vi uma parte da Europa dentro da África. Fiquei surpreso e encantado por onde passei. Muito lindo, planejado, organizado, disciplinado - coisa de inglês!

Depois de percorrer mais de 1.500km de carro, notei quão belo e ordenado é aquele país. Pela primeira vez vi uma cidade mais bonita que o Rio de Janeiro; a Cidade do Cabo, com seus 4.8 milhões de habitantes, além de deslumbrante é toda estruturada! As cidades do interior são bonitas e agradáveis, sobretudo quando o turista percorre e se hospeda na rota dos vinhos; Cape Winelands proporciona uma experiência agradabilíssima ao turista!

Hospedar-me no coração da selva e andar num “Jipe” aberto no meio das feras foi a mais “louca aventura” da minha vida! Caminhar em uma pequena reserva com cinco mil macacos soltos, e pegar num elefante de 3m, é muito complicado! Ver sua filha pular 216m, no bungee jump, da maior ponte do mundo, é de arrepiar os cabelos! Atravessar um rio 12 vezes, num vaivém, em uma tirolesa, é de lascar! Já viajei por este mundão de meu Deus muitas vezes, mas nunca admirei, diverti-me e vivi tantas emoções como naqueles 15 dias! Inesquecíveis! Além do mais, “ainda” é um país barato.

Em 1488, o português Bartolomeu Dias, cruza o Cabo da Boa Esperança no Sul da África. Em 1652, a Companhia Holandesa das Índias inicia a colonização da África do Sul, na Cidade do Cabo. Em 1806, a Inglaterra invade a África do Sul e expulsa os franceses, que tinham expulsados os holandeses. A partir daí, a colonização europeia expandiu-se com os bôeres - origens holandesa, flamenga, francesa e alemã. Em 1918, nasce Nelson Mandela. Em 1931, após muitos conflitos, guerras, segregação, a África do Sul torna-se independente do Reino Unido.

Em 1948, o Partido Nacional (dos brancos), chega ao poder reforçando a segregação racial, iniciada desde o domínio holandês. Começa aí o que ficou conhecido mundialmente como “apartheid”! Os brancos beneficiam-se do poder, riqueza, enquanto a maioria dos negros (70%) não tem direito a quase nada.

Depois de anos de luta em defesa dos Direitos Humanos na África, Nelson Mandela é preso em 1964. Solto em 1991, Mandela torna-se um dos maiores líderes e sábio do século XX. Extraiu da dor e sofrimento a sabedoria de como viver em paz com todos! Com o presidente Frederik de Klerk divide o Nobel da Paz, em 1993. Em 1994, é eleito presidente do seu país pelo partido dos negros, CNA – Congresso Nacional Africano. Em 2013, morre Nelson Mandela - a África chora, o mundo entristece!

Brasil e África do Sul têm semelhanças. O Brasil libertou-se do regime militar há 30 anos, e a África do Sul do apartheid há 22 anos. É lamentável que as jovens democracias foram entregues a inexperientes, incompetentes e corruptos governantes. Assim como o Brasil sofre com o caos econômico, o desemprego, insegurança, a África também já iniciou essa derrocada, porque o atual presidente, Jacob Zuma, reeleito em 2014, chantageia a população ameaçando o retorno do apartheid com manobras populista e corrupta.  

“A única arma para melhorar o planeta é a educação com ética. Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor, origem ou por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se aprendem a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”! Comungo com esta fala do líder do século, Nelson Mandela. 
 
Sérgio Belleza é administrador, empresário, consultor e autor dos livros, Caminhado com Walkyria e Ascensão e Queda de um Império Econômico.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Aposentadoria para quem for morrer




Foi preciso ser eleita uma presidente de esquerda e petista para os trabalhadores perderem uma velha conquista, a da aposentadoria, um pesadelo que se junta aos absurdos de um governo dito social.


A pretexto de poder haver, no futuro, um rombo na caixa das pensões, a Medida Provisória da presidente Dilma cria uma idade mínima para homens e mulheres se aposentarem, aumentada a cada dois anos, que fará os trabalhadores brasileiros se igualarem ou mesmo ultrapassarem a idade de aposentadoria dos europeus.


Só que a grande maioria dos brasileiros não tem a mesma esperança de vida dos europeus. Essa reforma irá prejudicar ainda mais as mulheres – outro absurdo, pois a presidente é mulher – com trabalhos mal pagos e precários e nem sempre registrados. Em outras palavras, depois de tantos anos de uma aparente liberalidade na aposentadoria, mas da qual se beneficiava o segmento pobre da população, aproveitando para ter um outro emprego ou outra atividade, a atual reforma dará a aposentadoria a idosos precoces e doentes perto da morte.


O resultado dessas últimas medidas do governo Dilma será dramático: em alguns anos, todos os incentivos lulistas que tiraram 30 milhões de brasileiros da miséria e os lançaram no consumismo (sem criar as bases estruturais para garantir essas medidas favoráveis à diminuição da desigualdade social) serão anulados. O desemprego começa a aumentar no país e as restrições e limitações aos direitos trabalhistas – que ninguém antes se atreveria a mexer – irão logo se refletir no retorno da desigualdade social.


O pior de tudo é ver tudo isso acontecendo diante do imobilismo de uma esquerda anestesiada e narcotizada, por ter sido construída em cima do personalismo de Lula e de um partido sem expressão ideológica junto ao povo. A cada semana, o governo neoliberal fantasiado de esquerda destrói pedaço por pedaço a herança de tantos anos de luta política e sindical.


Se depois de doze anos de governos ditos sociais, a presidente Dilma descobriu estar tudo errado e ser preciso cortar despesas e benefícios, não é nos mais pobres e mais fracos o lugar para se aplicar a tesoura. Se estão faltando recursos, vamos tirar de quem tem demais e para quem não fará falta.


O economista francês Thomas Pikety num encontro em São Paulo, com empresários, se confessou surpreso com a falta de uma legislação brasileira taxando as grandes fortunas e as sucessões. Ora, bastaria a contribuição tributária dos afortunados para reequilibrar nossas contas.


Fora isso, e não se trata de nenhuma medida bolivariana, mas bem americana, o governo deveria negociar – como fazem os Estados Unidos – acordos bilaterais com a Suíça e outros paraísos fiscais, impedindo a existência de contas secretas de brasileiros no Exterior. O grande denunciador das contas secretas suíças, o suíço Jean Ziegler, afirmava, nos anos noventa do século passado, haver mais de 130 bilhões de dólares de brasileiros escondidos na Suíça.


Foi feito algum esforço pelo governo e parlamentares da esquerda brasileira para se recuperar esse pacote? Alguém propôs um projeto de lei ou Medida Provisória taxando as fortunas e as sucessões?


Não, mas se limitou o direito das esposas à aposentadoria no caso de morte do marido; se limitou o seguro desemprego para se evitar abusos. Economizam-se algumas misérias com essas medidas antissociais e onde estão os líderes do PT e os líderes sindicais? Onde estão os blogueiros, que não suportam críticas ao governo, pelo jeito facilmente domesticáveis, engolindo a neoliberalização do governo, sem sair em defesa do povo?


Porque com a inflação e com os cortes nas esmolas distribuídas, logo estaremos em plena crise social e será difícil de convencer os eleitores, enganados nas últimas eleições, a votarem em candidatos da chamada esquerda. 

Rui Martins, do Direto da Redação